No caminho para o trabalho, passo por uma avenida interessante. Não é um boulevard, há um espaço dividindo a larga avenida e as pessoas urbanas deliciam-se em uma caminhada. Poluída, barulhenta e nada tranquila. As pessoas fingem ser o melhor trajeto daquele pedaço da cidade para exercitar. Não é um boulevard, mas é bem cuidada e muito sinalizada. Pedestres e ciclistas dividem espaço. Os motoristas observam e invejam essas pessoas calmamente desfrutando das manhãs, outros vão a tarde e muita gente, cansada da rotina frequentam à noite.
Já vi muita coisa interessante e chego a imaginar quem são aquelas pessoas. Senhores com seus pensamentos na família. Um idosa que religiosamente senta no bando da calçada com seus sete cães e uma pequena bengala. Mulheres maduras com amigas. Jovens impacientes e saudáveis. Atletas. Pessoas a toa e pessoas com pressa. Bebês e carrinhos de passeio. Bolas e patins.
Hoje me chamou a atenção um grito. Uma moça acompanhada de seu namorado caminhava e assim que meu automóvel passou ouvi seu grito. Histérico e estridente. Não distingui o que ela dizia. O moço ao seu lado abafou o grito com um forte abraço e com certeza a calou com um beijo.
Sem fazer idéia do que se tratava olhei pelo retrovisor enquanto esperava o sinal abrir e observei a cena. Outras cenas passavam neste cenário e cada pessoa vivendo sua vida e aguardando o que o dia lhe reservava.
O meu dia foi bom, passei nesta avenida na ida e na volta para casa. No caminho, uma vontade de viver uma cena surreal, mas me contentei em estar viva, dirigindo para meu destino e aguardando o que o resto do meu dia reservava. Boa noite!!!
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Clau
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