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Na festa...
Começo o ritmo com uma vírgula para demonstrar a pausa
que fiz durante minha dança.
No mesmo ritmo apareceu um estilo diferente, envolvente.
E, me envolveu demais.
O melhor de tudo quando você está nos braços de outra pessoa
dançando, é o momento de uma entrega. Essa entrega nem sempre
acontece. Somente os dois que estão ali envolvidos
ou no abraço ou no giro ou no movimento coreografado.
Nem sempre acontece essa entrega, e somente os dois sabem o porquê.
Mas se há uma entrega no corpo, no movimento, nos braços e nas mãos.....é
inexplicável e ao mesmo tempo é perceptível. Como o beijo entre dois amantes.
Neste momento não importa a cor dos cabelos, a cor dos olhos, o perfume, o suor, nada importa.
Importa o sentir, o quanto fisicamente os corpos podem se atrair e obedecer um ao outro.
Quem está dançando a dois percebe o espaço físico e protege um ao outro. Nivela, cria, aquece,
transparece um desejo sem fim. E uma outra música inicia quando a anterior termina.
Quando há entrega não se pára. O movimento continua e a variedade de sentimento também. Até o sentimento faz parte da coreografia.
Durante o beijo, você percebe o outro.... e é tão intenso que você percebe a si mesmo.
É uma entrega para o corpo que te acompanha e ao mesmo tempo uma entrega para sua alma mesmo. O corpo sente e a alma também; o corpo fortalece e a alma engrandece.
É uma festa que é difícil de querer sair. E continuo a dançar.
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Há pausas sim! Mas a busca da entrega é melhor quando não estamos pensando na busca,
mas num encontro sem planejar. O encontro acontece, os corpos de envaidecem na dança,
o movimento vibra, há vontade de estar um frente ao outro e há entrega dos
dois ao mesmo tempo.
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By
Clau
ps. Curto muitoooo dançar assim com você!!!
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